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Mostrando postagens com o rótulo antidepressivos

Tratamento psiquiátrico na gravidez: quais são os riscos?

Existe uma debate importante na área médica a respeito do uso de medicações, principalmente dos antidepressivos , durante a gravidez, pois é alta a incidência de transtornos psiquiátricos nesse período. Há estimativas que mostram que até 1/4 das gestantes apresenta algum transtorno depressivo durante a gravidez e que até 15% usam algum antidepressivo ao longo da gestação*. Um dos maiores problemas é o fato de que muitas mulheres que fazem uso de medicações só descobrirão a gravidez com o atraso da menstruação, justamente no período crítico para a formação do bebê.  É importante ter em mente que nenhuma medicação foi aprovada sem restrições para o uso durante a gestação, pois todas atravessam a placenta e produzem algum tipo de efeito. Até o fim dos três primeiros meses, podem sobrevir alterações na formação do bebê; o uso no final da gravidez pode resultar em intoxicação ou abstinência ao nascer (sintomas como irritabilidade, tremores e dificuldade para a alimentação) e, como u...

Os antidepressivos causam ganho de peso?

O ganho de peso em pacientes usando antidepressivos pode representar uma melhora relativa durante o tratamento, já que a maioria dos pacientes acaba perdendo peso quando em depressão . Pode também ser sinal de melhora insuficiente, nos casos em que há hiperalimentação durante um episódio depressivo. Apesar disso, é mais provável que o ganho de peso na fase de recuperação e, posteriormente, depois da remissão completa dos sintomas, represente um efeito adverso do antidepressivo. Os antidepressivos mais antigos, conhecidos como tricíclicos, ainda bastante usados na rede pública, são os que causam maior ganho de peso. Exemplos dessa classe de medicação são os bem conhecidos imipramina e amitriptilina. Os antidepressivos da classe dos inibidores da monoamina oxidase, que resultam em ganho de peso equivalente ao dos tricíclicos, devido a outros efeitos colaterais ainda mais graves, felizmente quase não são mais usados. A classe mais prescrita de antidepressivos, os inibidores da re...

Quem precisa dosar o lítio do sangue?

O lítio tem sido um grande aliado dos psiquiatras nas últimas décadas. É um potente estabilizador do humor, agindo no controle das flutuações afetivas das pessoas que sofrem de transtorno bipolar; pode ser utilizado para prevenir o suicídio e para o tratamento da depressão , como auxiliar aos antidepressivos . Apesar disso, usar lítio requer atenção redobrada por parte dos médicos e dos pacientes, principalmente devido à chamada janela terapêutica estreita. Isso quer dizer que, numa dose baixa, não funciona; numa dose alta, é tóxico. O controle adequado exige a solicitação periódica de dosagens sanguíneas lítio (litemias). Ou seja, somente quem está usando lítio como medicamento precisa dosar a substância no sangue. O lítio não serve para fazer diagnóstico de depressão ou bipolaridade, por exemplo. O resultado de uma litemia numa pessoa saudável, que não está usando lítio, sempre será próximo de zero.

Estou usando antidepressivo, mas não melhoro! Por quê?

Muitos    pacientes      deprimidos     respondem    bem     aos     tratamentos iniciais   com medicação     antidepressiva .    No    entanto,    menos de 30%    irão   realmente    atingir a  remissão  (ausência de sintomas) com o primeiro tratamento.  Residuais  ou  persistentes , os   sintomas são   muito comuns e expõem   os  pacientes   a maiores   prejuízos   sociais, funcionais e interpessoais. Quando médico e paciente estabelecem um   plano terapêutico inicial , é preciso que fiquem claras as possibilidades e o alcance do tratamento, já que muitos pacientes ainda vão experimentar alguns sintomas e poucos serão completamente "curados". Em outras palavras, a probabilidade de que todos os sintomas desapareçam é muito baixa. Então, quando você começar o tratamento, o   ...